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domingo, 14 de outubro de 2012

A Maldição de 12 de Outubro

Dois dias após essa data, resolvi escrever sobre ela. A Maldição de 12 de Outubro, como a conheço.
Tudo começou em 12 de outubro de 2007, quando eu fui a um aniversário da prima de uma amiga. Não sei se devo contar o aparecimento de um sapo monstruoso perto da nossa mesa como sendo parte desta maldição, mas o principal fato que ocorreu aquela noite foi meu celular, novo em folha, de repente parar de funcionar. As pessoas dizem que eu estrago meus celulares pondo fotos demais. Tudo bem, isso pode até ser verdade. Naquele dia, eu tinha acabado de acrescentar algumas fotos do meu recém amado Michael J. Fox à minha coleção.
Não parece tão mal, um celular com problema? Fichinha, existem coisas piores, ah, claro que existem!
No ano seguinte eu nem estava pensando numa possível maldição para este dia. Lá estava eu estudando para uma prova de biologia, quando vejo que, por um milagre, minha mãe havia largado o computador. Fui até lá, e meio que, por impulso, digitei o nome do filho do Michael J. Fox no Google. Estranho como esses fatos sempre tem a ver com ele. No meio das imagens, claro, tinham muitas do Michael, e numa delas havia escrito que ele tinha sido internado. Cliquei na foto para saber o que havia acontecido. Um site estranho, mais parecido com um blog do que com um site de notícias abriu-se. Fui procurando entre os demais posts onde deveria estar o que falava sobre o Michael. O título não podia ser pior "Morre em Nova York o ator Michael J. Fox". "Morre" e "Michael J. Fox" juntos na mesma frase? Eu não podia acreditar, e, realmente, não deveria. Depois de incontáveis chiliques, surtos psicóticos e duas tentativas (muito fracassadas) de suicídio, descobri que nada daquilo era verdade. Senti-me idiota, e depois de algum tempo considerei 12 de outubro um dia perigoso, mas só tive a certeza em 2009.
Já pensei ser estranho eu ter um dia perfeitamente normal. Talvez eu fosse neurótica por achar que somente numa data em particular, coisas ruins ocorriam. Coisas ruins acontecem o tempo todo.
Já havia anoitecido quando encontrei um lindo vídeo da pessoa que sempre está presente no meu dia amaldiçoado. Michael J. Fox e sua esposa, Tracy Pollan na premiação do Emmy. "Que bonitinho... Ele foi." foi meu primeiro pensamento. Eu sempre acompanho o Emmy, desde que tinha 13 anos. Mas em 2009 eu estava sem TV a cabo. Quando me toquei que havia perdido o que poderia ser minha única chance de ver Michael J. Fox ao vivo, quase quebrei a mesinha do computador. Caí em prantos. Gemi e chorei num PÂNTANO de lágrimas. Resumindo, fiz um escândalo. Então deduzi que aquilo era parte da Maldição de 12 de Outubro, e agora vejo que tudo era culpa DELE.
Michael, não estou acusando-o. Eu te amo, e você (não) sabe. Mas todas as vezes que algo ruim acontecia em 12 de outubro, parecia que era por sua causa. Em 2010, nada ocorreu. Em 2011, bem... não no dia 12, dia 11 foi meu mini apocalipse. E esse ano, 2012, nada de ruim aconteceu dia 12 de outubro, mas o Michael estava lá. Eu estava assistindo um vídeo dele no programa da Ellen DeGeneres. Hoje ele aparece bem mais do que naquele tempo em que me causava tais sofrimentos. Me parece agora que 12 outubro está a salvo, e o Michael também. Me parece que também estou. Acho que agora estamos bem.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Não foi um sonho

12 de outubro de 2011

"'Então foi só um sonho?" disse ao despertar, com aquela sensação de alívio de quem acabara de ter um pesadelo. Mas, para minha surpresa, as palavras escritas na agenda ainda estavam lá. Não foi um sonho. "Vá para o outro quarto, a Eliane vai limpar" disse minha mãe "e leve o Woody" "Não, deixa ele aí!" "Não quer mais ele? Pode me dar então!"
Como eu poderia querer? O Woody era o que mais me fazia lembrar da noite anterior.
Eu ainda estava um pouco tonta, mal conseguia ver direito. Fui cambaleando até o quarto dos meus pais, deitei na cama e comecei a refazer mentalmente todos os meus passos da noite de ontem.
Atordoada com o que acabara de ler, corri até a sala, sentei no sofá e olhei para o nada. "O que foi?" minha mãe perguntou. Não respondi. Voltei, e olhando fixamente para a tela do computador, reli o que estava na página. "Não, não pode ser!" gritei. Girei a cadeira, bruscamente. "Como eu nunca notei??"
Quando o Bussunda morreu, o Mauro Ramos o substituiu nas dublagens de Shrek no Brasil, isso todo mundo sabe! Mas será que alguém já notou que em Toy Story 2 e 3, o Woody não tem a mesma voz do primeiro filme? Eu também não. Nunca soube. Nunca notei. O primeiro dublador do meu caubói morreu em 1997, num acidente de carro em 24 de maio. O atual dublador, e dono da voz que está no meu brinquedo, o substituiu. Eu nunca percebi.
Sempre me perguntei o que aconteceria se o dublador do Woody morresse e fosse lançado um outro filme. Mal sabia eu que isso já acontecera. Fiquei horrorizada! Chocada! Desiludida! Se eu gostava tanto dele, por quê não notei? As crianças percebem essas coisas. Eu não. Percebi em um milhão de filmes, mas não no que eu mais gostava.
Descanse em paz, Alexandre Lippiani. Desculpe se eu pensei que a sua voz era a de outra pessoa."

dá pra acreditar q jah vai fazer um ano?? :O