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segunda-feira, 31 de maio de 2021

Uma Saudade (O Que Seria de Mim)

 Eu fico aqui pensando

O que seria de mim

(O que seria de mim)


Sem todas essas coisas

Que me lembram de ti

(Que me lembram de ti)


Eu sinto uma saudade

Que não consigo explicar

(Não consigo explicar)


Como se fosse ontem

Que eu comecei a te amar


E eu tenho a sensação

Oh oh oh oh oh

Que eu seguro a tua mão

Oh oh oh oh oh

Estamos só na estação

E a verdade vai vir

E eu não sei aonde ir


E eu tenho a sensação

Oh oh oh oh oh

Que não é uma opinião

Oh oh oh oh oh

Que vai mudar tudo entre nós

E a verdade vai vir

E eu vou me distrair

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Recomeçando...

 Oii!! Faz muito tempo que eu não venho aqui! Na verdade não sei nem como se usa mais um blog... Eu lembro que eu contava as coisas que aconteciam na minha vida, mas não acontecia muita coisa. Agora acontece tanta coisa que eu nem sei mais o que dizer! Ao mesmo tempo eu não gosto TANTO de expor coisas sobre mim, sou mais de falar sobre as coisas que eu gosto. Então vamos lá...


Desde criança eu adorava escrever poemas e músicas. Eram sempre bem bobas e eu nunca acreditava que era compositora ou cantora e até hoje a minha voz é horrível! kkkkkk Eu escrevi muita coisa e algumas até postei aqui. Nunca tive muita fé nos meus poemas ou letras de músicas pouco melódicas, nem nunca quis chegar à lugar nenhum com elas e até hoje é assim, só que me faziam muito bem, mesmo guardando só pra mim. Mas houve um tempo que parei de escrever...

Logo depois de terminar meu livro "Do Outro Lado da Cachoeira" entrei na faculdade de Letras. Meu pai me convenceu de que seria bom pra mim, já que (parecia que) eu tinha começado minha carreira de escritora. Mas eu não sabia muito o que estava fazendo, nem queria tanto estudar, só sabia que não ia conseguir bons empregos se não fosse à uma faculdade, então eu fui. E nunca mais saí... É eu ainda estou lá, eu ainda não me formei, dá pra acreditar? E durante todos esses anos eu parei de escrever. Parei com minhas músicas, com meus poemas, com minhas histórias curtas... Eu não tinha mais tempo, nem vontade pra fazer nada disso. Parecia que a criatividade que morava em mim havia morrido... Claro que isso fez com que eu abandonasse meu blog também. Mas hoje me deu vontade de recomeçar. Sabe por quê? Porque eu compus uma música. Fazia muito tempo que isso não acontecia e foi assim, como num passe de mágica que me veio na cabeça a letra e a melodia, como se já estivessem ali e eu ainda não tinha encontrado... Quase no mesmo dia que escrevi a música eu tinha tido um sonho. Um sonho maluco, emocionante e especial. Eu nem sei por quê foi tão importante, mas foi esse sonho que reviveu a minha vontade de criar de novo. Criar músicas, criar histórias, criar poesia... escrever arte! E criar um novo post no meu blog. Foi esse sonho que despertou parte da minha alma artística que estava morta! E que sonho foi esse? Bem, ele merece um momento só dele <3

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Mais Importante (Alan Rickman)

Você está cansada? Minha consciência pergunta. Não, só estou me sentindo estranha. Não estranha como geralmente, um tipo diferente de estranha. Bom, o quão estranho é isso?
É estranho que eu quase tenha tido um colapso nervoso hoje na aula de Latim?
É estranho?
Eu sempre tive medo de colapsos nervosos em público, mas quando eu sinto que eles vão acontecer eu respiro fundo e tento me controlar. Geralmente funciona. Bem, hoje não funcionou.
Eu tive muita sorte de ter uma amiga minha gritando comigo hoje de manhã, falando sobre coisas mais importantes pelas quais chorar, então eu não derramei uma lágrima. Mas também o professor estava lá e meus outros colegas de sala, e ela foi muito gentil em gritar para todo mundo que eu estava prestes a chorar.
Ah, não sabe sobre o que estou falando ainda? Alan Rickman faleceu.
Alan Rickman, que fez o Severo Snape nos filmes de Harry Potter. Alan Rickman, que me fez chorar assistindo Harry Potter quando eu nem me sentia mais uma fã. Alan Rickman, que me fez gostar de Harry Potter novamente depois de 5 anos de "Agora eu ODEIO isso!". E me fez amar a Sonserina e aceitá-la como minha casa (porque é de fato!). E esteve presente durante toda a troca de 2012-2013. Eu não poderia pedir por uma pessoa melhor para ser obcecada durante aquela época.
Durante aquela época... Eu colecionei fotos do Alan, fiz desenhos, escrevi coisas e, mais importante, tive sonhos... Sonhos meus que nunca dividi com ninguém e nunca achei que dividiria porque os achei muito bobos...
E enquanto todos escrevem frases bonitas e discursos sobre o quão maravilhoso era o Alan e eu continuo com a sentença "EU AINDA NÃO CONSIGO ACREDITAR", vamos dar uma olhada na minha memória favorita que o envolve, mesmo que tenha acontecido só na minha cabeça. Mas isso não a torna menos real, torna?

O texto a seguir data de 11 de março de 2013 e foi escrito por mim aos 19 anos.

"Eu tive um sonho em que o Alan Rickman estava aqui.
Ele veio para o Brasil e estava na MINHA CASA!
Eu me lembro que ele estava com sua namorada e ela era muito legal. Na verdade, ela era muito mais legal que ele.
Alan não falou muito comigo. Eu me lembro de sentar numa rede e conversar com a namorada dele, mas eu não sei onde ele estava naquele momento.
Eu me lembro de dizer aos meus amigos para dá-lo privacidade quando eles estavam correndo para vê-lo. De primeira eu também estava. Nós o perseguíamos e quando ele nos olhava fingíamos que não estávamos fazendo nada ou nos escondíamos atrás de árvores ou qualquer outra coisa que estivesse no nosso caminho.
Quando eu estava pronta para dormir ele abriu a minha porta perguntando onde ele iria dormir. Eu disse "Eu não sei, mas você pode dormir aqui". É claro que eu não ia dormir com ele, mas eu daria o meu quarto para ele. Mas depois eu disse "O problema é que a cama é um pouco..." e dei alguns socos no meu colchão para indicar que era duro. Ele deu uns socos também e depois saiu.
No dia seguinte eu pensei que tudo tinha sido um sonho, mas eu não tinha 100% de certeza. Então eu decidi dar uma olhada no meu diário. O problema era que eu não conseguia encontrá-lo!
Eu saí do meu quarto e vi a namorada dele, então eu soube que era tudo verdade, mas eu ainda queria encontrar o meu diário!
Quando perguntei à minha mãe se ela sabia onde ele poderia estar ela disse que o tinha dado ao Alan para ele ler todas as coisas adoráveis que eu tinha escrito sobre ele. "O QUÊ???" eu disse. Agora eu não podia evitar ficar com vergonha na frente dele. Foi horrível, mas eu tinha que aproveitar cada segundo em que ele estava por perto.
Alan e sua namo queriam conhecer a cidade. Nós fizemos um passeio de carro. Meus pais no banco da frente, eu, Alan e, quem eu acho que obviamente era, Rima no banco de trás. Pelo menos eu não estava do lado dele.
Nós fizemos algumas paradas e depois fomos ao aeroporto.
"O quê? Vocês já vão?"
"Sim" ELA disse, parecia que o Alan Rickman não falava.
Então foi isso, ele veio e foi embora. Eu lembro de me despedir, mas ele nem olhou na minha cara. Foi legal ter ele por perto mesmo que ele não se importasse, mesmo que nós não tenhamos nos falado de verdade, mesmo que tenha sido só em um sonho."

E com esse sonho fofo eu disse adeus à um dos meus atores preferidos de todos os tempos, sabendo que ele sempre estará em nossas mentes e corações! Eu te amo, Alan! Nada mais a dizer.


Alan Sidney Patrick Rickman
(21 de fevereiro de 1946 - 14 de janeiro de 2016)

Texto original em inglês: Most Importantly, Alan Rickman

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Lembro-me

Sei que parei de escrever meus sonhos diariamente em 2009, mas alguns são tão interessantes e aparentemente bem bolados que merecem ser registrados! E o sonho que tive na última tarde foi um deles!
Eu não era exatamente eu, mas meus pais eram meus pais e eu tinha um irmão mais velho. Esse irmão era o Emile Hirsch, mas não era o Emile Hirsch, sabe como sonhos são... Havia um tempo que ele estava com problemas de memória. Meus pais já o haviam levado à vários médicos, mas nenhum deles sabia dizer o que ele tinha. Ele ia à lugares, fazia coisas e depois esquecia de onde tinha ido e do que tinha feito. Até que um dia, uns caras o assassinaram.
Pouco tempo depois disso eu voltei à ir à escola. Talvez por causa da tragédia sofrida, eu nunca conseguia chegar no horário certo das aulas. Como ainda estava no Ensino Médio, isso me prejudicou bastante. Fui alertada a não me atrasar mais um dia se quer, do contrário eu seria reprovada.
Lembro-me de levantar cedo e me apressar. Lembro-me de correr para chegar à escola o mais cedo possível! Lembro-me de um clarão e uma mudança repentina de cenário. A porta da sala, as paredes da escola e a professora enfurecida. Eu havia me atrasado. Mas o quê provocara o atraso?
O diretor tinha ido pessoalmente ao meu encontro e pediu que eu o seguisse até sua sala.. Conforme seguia seus passos, o caminho ficava mais curto e percebi que estava enfrentando os mesmos problemas que meu irmão. Senti um arrepio na espinha, um pânico interno. Eu tinha medo, mas a minha maior preocupação era em como contar à meus pais que tudo estava se repetindo.





Sonho de 30 de dezembro de 2015
Escrito em 31 de dezembro de 2015 às 2 horas e 29 minutos
por Daniella Cartwright, 21 anos

sábado, 4 de outubro de 2014

Casa Nova

Texto número 6 de Paraíso dos Sonhos, escrito em 7 de novembro de 2006.

Quando finalmente me mudei, ou seja, troquei de casa, tinha uma daquelas festas chatas de adultos. Pelo menos meus amigos estariam lá. Encontrei a Denize, o Carlinhos, a Analia, a Hannah e a Abigail [Breslin] lá na casa onde aconteceu a festinha. Tava super chata! De repente chegou um homem muito estranho. Ele chamou a Denize e eu pra passear no carro dele. Como a gente é doida a gente foi!
No meio da estrada eu e a Denize não aguentamos o papo chato daquele cara, empurramos ele para fora do carro e fomos dirigindo direto para casa levado os meninos. Logo perto da ladeira enorme que tem próximo ao prédio vimos umas bicicletas. Subimos cansativamente aquela coisa enorme com elas. Chegamos e a Abby subiu em disparada e chegou lá. Ligamos a TV para assistir Os Simpsons, mas ninguém sabia qual era o canal da Fox.

sábado, 30 de agosto de 2014

Misturando Tudo

Este texto é o texto número 2 do caderno de sonhos Paraíso dos Sonhos, antes dele foi escrito o texto de título Muitas TVs. Data do dia 18 de outubro do ano de 2006.

Misturando Tudo:

Noite passada houve uma festa aqui no condomínio com um monte de gente fantasiada de personagens de desenhos animados. Um deles era o Puro-Osso de As Terríveis Aventuras de Billy e Mandy. Eu gritei "Puro-Osso!" e ele veio [até mim]. Daí perguntei gritando da janela "Como é o seu nome de verdade?" e ele disse que era Charlie.
Como eu não tinha nada para fazer, peguei chocolate da geladeira e joguei em cima dele. Ele ficou morrendo de raiva, o que não era para menos, ele ficou todo achocolatado! Mas já era hora da novela O Profeta, que eu assisto todo os dias. No decorrer da novela vi uma menina muito familiar. Parecia... Parecia... A Dakota Fanning! Numa novela da Globo falando português! Nossa, onde essa menina vai parar? Fiquei com tanta raiva dela me imitar que desliguei a TV.
Na manhã [seguinte], quando fui a escola tinha duas meninas novas na classe, uma bem pequena e... A Dakota Fanning! Já é demais, ela me persegue!
Tocou o sinal pra saída, a outra menina ficou apagando o quadro. Dakota estava esperando, daí a Hannah chegou por trás e chamou a menininha de pirralha. Ela não gostou e chamou eu e a Hannah de anãs. Aí eu disse: "Sabe menina, quando eu era do seu tamanho também me chamavam de pirralha e eu não gostava". Logo saímos de lá, e bati no ombro da Dak quando saí.
Eu e Hannah nos preparávamos para sair quando a Dakota chegou e perguntou pra onde a gente ia. Dissemos "Ao shopping" e perguntamos se ela queria ir também. Ela disse que não e saiu.
Em casa, quase a essa hora, tinham colocado o meu boneco do Woody na privada do banheiro. A Eduarda deu descarga, mas eu resgatei ele a tempo! Ufa!


Sonhos no Papel

Aos 12 anos decidi escrever os sonhos que eu tinha durante a noite, como havia feito aos 9 anos durante os últimos meses de 2003.
Criei então um livro, entitulado Paraíso dos Sonhos e dividi cada sonho em um pequeno capítulo com título próprio.
O primeiro sonho foi escrito em 17 de outubro de 2006 em apenas 5 linhas com o título "Muitas TVs", o que foi a base para os vários seguintes.
Escrevi 90 sonhos no período de um ano, sendo o último escrito em 13 de outubro de 2007, entitulado "Charlie Sheen".
Hoje reli alguns desses contos mágicos e separei os mais longos e interessantes do primeiro caderno de sonhos e também do segundo, que foi entitulado Portal dos Sonhos e seguiu os mesmos caminhos do primeiro. Algumas historias são:

De Paraíso dos Sonhos:
Misturando Tudo
Casa Nova
Guarda-Roupas Mágico
Pequenos Gatinhos: o meu ou o seu?
Morte de Todos
Johnny Johnny Johnny Depp Depp Depp
Acho que eu amo o Freddie
Música do Além
Eu quero ser a filha perdida
Volta às Aulas
De Graça Grátis
Tesouro Escondido
Revivendo um Passado que Nunca Voltará
Um Segredo Guardado Durante 3 Anos
Enlouquecendo, matando gente... Quem sou eu?
Poderia ser pior?
Dando-me as costas
Menina má
Voando no céu?
Quer ser minha amiga?
Ele não me ama
Desventuras em Série
Pesadelos
Sem Dentes
Molhadas
Festa de Halloween
e Charlie Sheen

O outro livro, Portal dos Sonhos foi escrito entre 18 de outubro de 2007 e 1 de outubro de 2008. O título da primeira história foi Amizade é o que Conta, e os contos foram encerrados com a historia número 127: Se ingerir tomar água. .. após 30 minutos. Aqui estão os títulos:

De Portal dos Sonhos:
Amizade é o que Conta
A Mansão da Bruxa
Amanda que vem com perfuminho
Assassinato
Em um Mundo de Sonhos
A Inveja Mata um Inocente
Futura Nova Campeã de Vôlei Feminino
Back to the Future Mania
Super Interessante
Rapto
Nally Endemoninhada
Confusão no Tempo
Minhas Fitas
Um Dia Muito Louco
O Cadáver da Mary-Kate
Perdendo a Hora
Se fosse fácil assim...
Mamãe Assassina
Falta de Memória
Melhor Amiga de uma Fanning
Daniella Cartwright em Scrubs
Uma Nova Amiga
Oi Johnny Depp
O Gato Invisível
Fontes de Energia
Um Garoto de Hollywood
Duas Camas
Eu não vou atrás dele
Cadê a mamãe? Achou!
As muriçocas de Crispin Glover
Todo Mundo tem um Amigo de Louisiana
Heather O'Rourke
Sem ao Menos Dizer "Tchau"
Um Episódio de Bob Esponja Calça Quadrada
O Estranho Armário de Dany
Elijah Wood
Chicken Corn
Como será possível?
Isso não é justo!
Tentando te Encontrar
Minha Culpa, Minha Grande Culpa
Fazenda Amaldiçoada
Meu Terrível Pesadelo
No Orfanato
Meu nome é Judy Flaherty
e Acontece tanta coisa em uma só noite!

Publicarei as histórias mais interessantes a partir de hoje. (:

sábado, 31 de maio de 2014

Tudo o que Não Foi

Foi preciso que muito acontecesse para que eu percebesse que tudo o que eu queria era uma família.
Como ouso querer uma família? Tenho pais maravilhosos e uma vida muito boa. Não sou órfã de forma alguma! Ainda assim sinto que falta algo. Minha família nunca esteve completa.
Era o final do ano letivo, eu deveria estudar para as provas, mas encontrava-me sentada ao chão mexendo em velhos papéis enquanto meus pais conversavam ao lado na sala. Eu ouvia a tudo e via minhas próprias expressões através do reflexo da porta de vidro da estante. "Foi uma suspeita de gravidez que eu ouvi?", ria esfregando as mãos umas nas outras de forma circular para demonstrar que estava entendendo tudo.
Mais a frente em minhas memórias lembro de estar em casa com minha mãe, minha tia e um teste de gravidez. "Se aparecerem duas linhas o resultado é positivo, uma só é negativo. Coloque ao sol" leram elas.
Um frasco com, o que acredito que tenha sido, urina foi deixado na janela da sala com algo dentro que me parecia um termômetro. Eu caminhava para lá e para cá dando olhadelas. Com toda a demora acabei esquecendo do frasco. Minha tia foi quem alertou sobre as duas listras azuis na palheta branca. "POSITIVO!" gritei, e lembro de pular feliz. Minha mãe estava grávida! Ela teria um bebê! Eu teria um irmão!
Contei à meus amigos a grande notícia, e à meus professores. Escolhi com meus pais o nome e imaginei o sexo. Tive vários alertas do tipo "Você vai ter que cuidar dele na escola! Vai ajudar com o bebê em casa!" Eu não reclamaria, na verdade, pensava ser bem legal.
Quando lembro-me do que aconteceu duas coisas me vem a mente. Um quebra-cabeças da Turma da Mônica e minha mãe deitada à rede consolando-me enquanto eu chorava sobre a cama com duas de minhas amigas ao lado. Tudo acabou tão facilmente...
Mas minha esperança não havia ido embora, isso é o que mais dói. Mesmo depois de todas as coisas ruins de 2004 eu continuava a fantasiar maneiras de ter "uma família completa". Implorava à meus pais irmãos desde sempre e eles esperavam que um dia eu esquecesse o assunto.
Eu tenho 20 anos, acham mesmo que algum dia eu vou esquecer?
Mas dizem que tudo se acaba depois que você tem os próprios filhos. Acredito ser verdade, pois o único momento em minha vida em que não desejei ter um irmão ou irmã foi quando achava que iria casar. Pensava na família que eu mesma construiria e daria irmãos aos meus filhos. Eu não parecia me importar.
Mas como o irmão que eu perdi há dez anos, a imagem dos filhos também se foi. Senti-me órfã novamente, apesar de não o ser. E á meus pais, que pensam que eu esqueci, confesso que não, Lembro-me todos os dias, mas não os culpo. Não digo nada, não espero. Quem sabe um dia algo aconteça e arranque a saudade que tenho de sentir esperança.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Bolo de Fada Aniversário

Sinceramente... Estou começando a desistir.
Fada Aniversário (ou Fadaniversário, ainda não tenho certeza de como se escreve) é o aniversário de quando você ganha Padrinhos Mágicos.
E Padrinhos Mágicos, é claro, é um desenho da Nickelodeon, o qual eu era viciada há exatamente 8 anos.
Nesse dia 25 completará 8 anos que eu e minha melhor amiga desejamos ter Padrinhos Mágicos. Não há nada de especial nessa data, afinal nosso desejo não foi realizado... Mas adoro recordar momentos que marcaram minha vida, e aquele realmente marcou!
Era um dia qualquer do mês de abril do ano de 2005, eu e Hannah estávamos deitadas no escorrega do parquinho que existia aqui onde moro.
Minha mãe sempre dizia que uma oração era mais forte quando feita por mais de uma pessoa. E eu queria ter Padrinhos Mágicos mais do que qualquer coisa naquele momento. Hannah também era fã do desenho, então eu disse a ela que se ambas fizéssemos um pedido, não para uma estrela, mas para Deus, ao mesmo tempo, era quase certo de que ele iria nos conceder o que quer que fosse.
Desejamos não só ter Padrinhos Mágicos, mas que eles fossem Cosmo e Wanda. Combinamos que iriamos dividi-los. Cada uma passaria uma semana com um deles e depois trocaríamos. Fizemos um sorteio, que não lembro como, para decidir quem ficaria com quem durante a primeira semana. Para a felicidade de Hannah, ela ganhou o Cosmo (ambas eramos apaixonadas por ele) e eu, infelizmente fiquei com a Wanda.
Imaginávamos como seria o dia em que eles iriam chegar. Eu, como sempre, escrevia histórias descrevendo o momento (histórias essas que ainda tenho em cadernos e tenho muita vontade de publicar, mas precisaria da permissão do Butch Hartman, criador do desenho).
Contávamos quando as semanas passavam e eu marcava numa agendinha com quem eu iria ficar na próxima. Não cansava de imaginar minha vida com aqueles dois. As vezes ainda penso em como as coisas seriam.
No sábado à noite (13 de abril), boiando numa piscina quase vazia, eu podia ver o céu quase que inteiro, sobre mim. Eu não via nada além das estrelas, nem as plantas altas do local. Eu sentia como se estivesse voando, e parecia realmente que qualquer coisa poderia acontecer, então eu lembrei deles. Cosmo e Wanda ainda poderiam vir? Naquele momento percebi que eu não os queria para realizar meus desejos, para que a vida fosse mais fácil ou para obter tudo o que eu quisesse. Eu só os queria para conhecê-los e, por um breve momento depois de 8 anos, eu desejava de novo, mais do que qualquer coisa, que eles existissem.
Mandei mensagens para Hannah contando o acontecido, e mesmo o intervalo de 7 ou 6 anos não me impediu de contar as semanas desde 2005 para saber quem deveria estar comigo naquele dia. Era o meu último dia com o Cosmo. "Amanhã ele é todo meu!" Hannah respondeu, o que me fez crer que ela também se importava.
Pensei que talvez, mesmo já tendo crescido, mesmo não acreditando mais em coisas assim, mesmo tendo que agir e pensar como adulta, eu pudesse fazer algo.
E ainda que Hannah já esteja casada e com um filho a caminho, ela pareceu bem interessada na ideia de comemorar nosso oitavo fadaniversário.
Decidimos ao menos fazer um bolo. Acredito que seria divertido. Precisaríamos, de confetes em forma de estrelas e umas oito velinhas coloridas (ou apenas uma com o número oito), e como seria meio difícil encontrar uma cobertura cor de rosa, serviria chocolate mesmo...
Mas ainda fico pensando se ela concordou porque realmente quis, ou só para me deixar feliz.
Afinal, mesmo sendo mais nova, ela é muito mais adulta do que eu. E porque uma mulher adulta iria querer relembrar um desejo bobo do passado? Adultos não se importam com o que fizeram quando criança. Eles, no mínimo, riem por terem sido tão idiotas. Não acredito que posso ter Padrinhos Mágicos porque não faria sentido, mas acho lindo que um dia eu tenha acreditado. E eu sempre vou lembrar disso.
Growing up won't bring me down.

domingo, 7 de abril de 2013

Um Terrível Pesadelo: A Redublagem de Toy Story!

Parecia um dia comum na vida real. Eu estava vendo TV e meu primo estava na cozinha fazendo alguma coisa. Eu mudei de canal diversas vezes porque não estava gostando do filme que estava assistindo, quando deparei-me com Toy Story no MegaPix. Toy Story é o meu filme preferido desde os 3 anos. Imediatamente notei algo estranho. Woody era dublado pelo Marco Ribeiro. Mas tudo bem, né? Afinal, não é ele o dublador do Woody? É sim, mas não no primeiro filme.
De repente uma sensação horrível tomou conta de mim. Descobri o que acontecera, Toy Story havia sido REDUBLADO!
Meu filme de infância, cujo os diálogos eu já sei de cor, havia sido transformado por completo e eu não mais podia prever o que eles iam dizer, os diálogos também haviam sido mudados. É isso o que eu mais odeio numa redublagem, não adianta querer colocar as mesmas vozes, as palavras geralmente são diferentes, ou ditas de outra forma.
Mas o que importava para mim realmente era ter o Woody com outra voz. Não importava que fosse a voz oficial de hoje em dia, eu gosto do Alexandre Lippiani, e acho que ele fez um ótimo trabalho, seria um desrespeito descartar o que ele fez.
Tentei dormir para esquecer.
Ao acordar tive a impressão de que tudo foi um sonho. Mas não foi isso o que aconteceu em 11 de outubro? Fui até a TV checar. Toy Story não estava mais no ar. Mudei para o filme que eu estava vendo antes, ainda estava passando. Constatei, então que não fora um sonho e tudo ocorreu de verdade. Mais uma vez chorei e não quis contar à meu primo, nem à meus pais o porque, eles me chamariam, no mínimo, de louca!
Muito aconteceu depois disso.
Visitei alguém, uma mulher rica me chamou para a casa dela, que tinha uma piscina enorme com espumas e, se não me engano, a água era cor de rosa.
Por fim acordei em minha cama num novo dia. O despertador me alertou que eu estava sonhando. Toy Story não havia sido redublado afinal. Ainda bem... E se um dia for...

EU TACO FOGO EM QUEM QUISER ESTRAGAR MEU FILME!

Hipoteticamente falando... u_u

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Uma morte, um sonho, um sorriso

14 de novembro de 2012

Embora ainda me questione sobre o porque eu devia me importar, outra parte de mim diz: "Isso é, de certa forma, lindo". Ainda que alguém tenha morrido há tanto tempo e quase ninguém lembre ou se importe, eu lembro, eu me importo, eu faço de conta que teve a ver comigo. Mas não teve.
Embora eu sonhe inúmeras vezes que esses meros fatos triviais signifiquem algo maior, lá dentro eu sei: "É tudo fruto da imaginação".
Talvez eu sonhe com o dia que alguém diga: "Você teve a ver com ele, você tem motivos, você pode se importar", não me incomodaria se mentissem assim para mim. "Uma mentira, um sorriso, uma verdade, uma lágrima". Uma lágrima que eu não tenho o direito de deixar rolar.

sábado, 6 de outubro de 2012

12 de janeiro de 2006

"Hoje eu sonhei que tinha uma boneca que queria ter pernas de gente. Ela foi se operar com um homem malvado, mas esse homem a enganou, levou suas pernas e a deixou sozinha. Esse mesmo homem era inimigo mortal do Willy Wonka. Eles estavam brigando em uma rede de corda que se estendia do alto de uma árvore até o chão. Eu fiquei olhando, mas o homem malvado me viu e eu fugi dele. Subi na rede e ele foi atrás, me derrubou e eu caí no mar. Me salvei, mas ele caiu e morreu."

As coisas que a gente sonha quando tem só 11 anos... ;__;

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Não foi um sonho

12 de outubro de 2011

"'Então foi só um sonho?" disse ao despertar, com aquela sensação de alívio de quem acabara de ter um pesadelo. Mas, para minha surpresa, as palavras escritas na agenda ainda estavam lá. Não foi um sonho. "Vá para o outro quarto, a Eliane vai limpar" disse minha mãe "e leve o Woody" "Não, deixa ele aí!" "Não quer mais ele? Pode me dar então!"
Como eu poderia querer? O Woody era o que mais me fazia lembrar da noite anterior.
Eu ainda estava um pouco tonta, mal conseguia ver direito. Fui cambaleando até o quarto dos meus pais, deitei na cama e comecei a refazer mentalmente todos os meus passos da noite de ontem.
Atordoada com o que acabara de ler, corri até a sala, sentei no sofá e olhei para o nada. "O que foi?" minha mãe perguntou. Não respondi. Voltei, e olhando fixamente para a tela do computador, reli o que estava na página. "Não, não pode ser!" gritei. Girei a cadeira, bruscamente. "Como eu nunca notei??"
Quando o Bussunda morreu, o Mauro Ramos o substituiu nas dublagens de Shrek no Brasil, isso todo mundo sabe! Mas será que alguém já notou que em Toy Story 2 e 3, o Woody não tem a mesma voz do primeiro filme? Eu também não. Nunca soube. Nunca notei. O primeiro dublador do meu caubói morreu em 1997, num acidente de carro em 24 de maio. O atual dublador, e dono da voz que está no meu brinquedo, o substituiu. Eu nunca percebi.
Sempre me perguntei o que aconteceria se o dublador do Woody morresse e fosse lançado um outro filme. Mal sabia eu que isso já acontecera. Fiquei horrorizada! Chocada! Desiludida! Se eu gostava tanto dele, por quê não notei? As crianças percebem essas coisas. Eu não. Percebi em um milhão de filmes, mas não no que eu mais gostava.
Descanse em paz, Alexandre Lippiani. Desculpe se eu pensei que a sua voz era a de outra pessoa."

dá pra acreditar q jah vai fazer um ano?? :O

sábado, 26 de novembro de 2011

Sonhos de uma noite de sábado

Segue um sonho... Sonhado em 18 de setembro de 2011...

"Era noite, eu já me preparava para dormir. O quarto estava escuro e eu já me encontrava na cama. Quando de repente pensei: 'Não seria assustador se o Woody virasse a cabeça e olhasse pra mim bem agora?!' E na mesma hora, o boneco que se encontrava na estante junto a tantos enfeites e ursinhos virou o rosto e me olhou fixamente como num filme de terror. Até fui capaz de ouvir a música clássica desses filmes ecoar na minha cabeça. A sorte foi que acordei subitamente para perceber que tinha sonhado. Foi quando levantei e fui até meu querido Woody, que esperava no mesmo lugar do sonho. 'Bem que eu queria que você ganhasse vida.' -disse -'Mas não agora.'
Fiquei surpresa ao ouvir as palavras 'Você é patética!' pronunciadas por ele. Ao que parecia, meu brinquedo tinha ganhado vida, e justo naquele momento decidiu se rebelar contra mim. 'Você é ridícula! Tem 17 anos e fala com os brinquedos como se eles fossem responder.' ele dizia. 'Olha só, você é um brinquedo e está me respondendo.' falei. 'É... Eu...' tentou explicar. ''É... Eu...' nada! Quem é patético agora??'
Aos poucos a discussão se transformou numa simples conversa e eu já estava achando normal falar com um brinquedo. 'Woody, você falou sério quando disse que...' eu ia perguntar se ele realmente me achava patética, mas bem na hora o Buzz chegou, subiu na minha cama e os dois começaram a jogar baralho.
Isso durou um tempo, e todas as vezes que eu tentava filmá-los para ter uma prova de que não estava louca, eles viravam simples brinquedos. E quando me frustrei colocando a cabeça sobre a cama e fechando os olhos minha mãe abriu a porta. 'O que é isso???' ela gritou ao ver o que estava na minha frente: Woody e Buzz em posições obscenas! 'Não mãe! Não fui eu! Foram eles! Eles estavam vivos!'
Ela não acreditou. Chamou meu pai e os dois me fizeram prometer que nunca mais ia brincar desse jeito!"