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quarta-feira, 4 de junho de 2014

"I love you, stranger"

Escrevi essa música ontem à noite antes de dormir. Ela não faz nenhum sentido, praticamente se compôs sozinha! Não significa nada que eu tenha passado, mas imaginei uma história enquanto cantava, mesmo que no fim ela não faça sentido para essa história também. Escreverei a letra e em seguida a tradução.

I put my eyes into ocean
The horizon
I cut my hair
Watch them clear

Are they falling in love?
I whisper
Are they really there?
I care
Are they falling in love?
I whisper
It's so clear
Are you falling in love with me?

Are you falling in love with me?

Don't break my heart, stranger
It will fall into pieces
Don't break my heart, stranger
Are you even there?

Don't break my heart, stranger
I love how it's made in parts
But don't break my heart, stranger
It's so deep
Don't you ever fall in love with me
Don't you ever fall in love with me

Oh, the skies are blue
Oh, it's getting dark
Oh, you'll never find out who you really are

Oh, the skies are blue
Aren't you prepered?
Should I tell you how much I really care?

I love you, stranger

I love you, stranger

I love you stranger

Don't you
Ever
Love me, stranger

Agora segue-se a letra em português da mesma canção:

Eu ponho meus olhos no oceano
O horizonte
Eu corto o cabelo
Os vejo claro

Eles estão se apaixonando?
Eu sussurro
Eles estão se apaixonando?
Eu me importo

Eles estão se apaixonando?
Eu sussurro
É tão claro
Você está se apaixonando por mim?

Você está se apaixonando por mim?

Não parta meu coração, estranho
Ele vai se desfazer em pedaços
Não parta meu coração, estranho
Você ao menos está lá?

Não parta meu coração, estranho
Eu amo como é feito em partes
Mas não parta meu coração, estranho
É tão profundo
Nunca se apaixone por mim
Nunca se apaixone por mim

Oh, os céus são azuis
Oh, está escurecendo
Oh, você nunca vai descobrir quem realmente é

Oh, os céus são azuis
Você não está preparado?
Eu deveria dizer o quanto realmente me importo?

Eu te amo, estranho

Eu te amo, estranho

Eu te amo, estranho

Nunca
Me
Ame, estranho

terça-feira, 23 de julho de 2013

"Luto Secreto"

Eu sempre me envolvo mais do que deveria...

Há alguns anos descobri algo que me deixou em choque por semanas. Mesmo sendo facilmente classificado como bobagem, o fato de meu personagem favorito desde os 3 anos ter tido 2 dubladores e eu nunca ter notado era, para mim, algo importante e um assunto a ser discutido constantemente.
Como eu nunca percebi? Eu me recusava a notar? Por que sempre foi fácil para mim identificar e diferenciar vozes de dubladores, mas não pude fazer isso com o personagem que eu mais gostava do filme que eu mais gostava?
Bom, talvez eu simplesmente tivesse ignorado o fato devido à esperança ilusória de que meu filme favorito fosse real. Depois que cresci, não havia motivo para não saber quem era o dublador do Woody. Até porque seria bem mais normal ser fã de uma pessoa que de um desenho animado. Mas ao obter a resposta que procurava, deparei-me com algo que jamais imaginei e que só pensei na possibilidade em meus piores pesadelos. Pesadelos aqueles que haviam se concretizado muito antes de eu se quer pensar que poderia acontecer.
Conhecendo os dois dubladores do simbolo da minha infância, não pude evitar de ter uma preferencia, o que foi a causa de minha decisão tardia e muito pensada sobre nunca mais tocar no assunto. Eu preferi aquele que havia deixado esse mundo. Não foi uma escolha, simplesmente aconteceu.
Depois de conhecer Alexandre Lippiani o máximo que pude, e por máximo eu digo, procurar por ele em quase todos os sites que eu conhecia, e stalkear a filha dele no facebook (nunca vou te perdoar por não ter me aceitado, Julia!), me tornei fã dele. No inicio era uma fã normal cujo o ídolo havia morrido, colecionando fotos e vendo vídeos, tentando lembrar de fatos da própria vida do tempo em que ele ainda habitava a Terra. Ele era alguém que não me conhecia e que não era, de nenhuma forma, próximo à mim (exceto pelas falas totalmente decoradas de Toy Story). Depois de ter algumas revoltas controladas por sua morte prematura, acreditei ter me acostumado totalmente à ideia de que o melhor dublador que meu Woody já teve havia deixado esse mundo para sempre (sem querer menosprezar o trabalho do Marco Ribeiro, que ficou tão perfeito que eu nunca diferenciei a voz dele da do Alexandre, obrigada Marco). Não fosse o meu querido Facebook e as páginas sobre dublagem que eu curto, minha aceitação teria sido eterna.
Encontrar fotos do Alexandre Lippiani na internet foi o trabalho de pesquisa mais árduo que eu já tive de fazer, logo, encontrar fotos dele na internet por acaso, isto é, sem estar procurando, era, no mínimo, impossível! Por isso me espantei ao vê-lo na minha timeline. Fiquei feliz, alegre e satisfeita, pois reclamava constantemente de que as pessoas não lembravam dele. Li os comentários, alguns de pessoas que o conheceram, e passei a considerá-lo ainda mais, mas nada foi como no dia em que Guilherme Briggs escreveu sobre ele.


O que li foi tão tão inesperado que não pude conter as lágrimas. Por muito tempo senti vontade de perguntar para o Guilherme se os dois eram amigos, ou pelo menos um pouco próximos, mas nunca achei que ele fosse responder. Nem foi preciso, a resposta acabou vindo até mim duas vezes. Na segunda ao vivo. Ele falou do Alexandre na minha frente, enquanto eu segurava a câmera com as mãos trêmulas e tentava não chorar e acabar estragando tudo.

Pelo contato relativamente próximo que tive/tenho com conhecidos dele, percebi que a tragédia de tê-lo perdido, por mais horrível e inaceitável que fosse não dizia respeito a mim de nenhuma maneira. Woody ficou órfão de dublador por 2 anos, mas eu era só a garotinha que alugava a mesma fita de vídeo todos os finais de semana. Então, por que chorar? Por que me importar? Por que sentir? Não havia lógica alguma.
Minha decisão de não falar sobre ele havia sido tomada meses antes, mas eu precisava fazer algo mais profundo, precisava esquecê-lo completamente. Uma tarefa nada fácil considerando as toneladas de páginas escritas sobre ele nos meus cadernos e diários. Eu precisava me livrar de pelo menos uma parte das milhares de coisas que havia escrito. Decidi deletar alguns dos comentários que fiz nas mídias sociais e, ao abrir meu querido Facebook para concretizar meu triste plano, encontrei... uma foto dele na primeira página! Foi o suficiente para me fazer mudar de ideia. Não que eu tenha interpretado tudo como uma espécie de aviso (inclusive a música Don't You Forget About Me (Não Se Esqueça de Mim) ao fundo), tomei apenas uma decisão menos "brutal". "Mantenha seu luto em segredo, não conte nada a ninguém, não peça ajuda nem que doa demais, um dia vai passar", e foi o que fiz. Nenhuma palavra sobre ele será arrancada de mim, nem com muita insistência a não ser que eu resolva falar. Apenas saiba que eu ainda me importo, sempre vou me importar, de uma maneira ou de outra. Alexandre Lippiani é, e sempre será, o dublador do Woody no meu país, meu ator brasileiro preferido, alguém que passou brevemente pela minha vida e fez minha infância feliz.
"Então brinque direito!"

sábado, 30 de março de 2013

As Voltas do Tempo

Estranho.


A gente não muda tanto depois que cresce. Não sei se eu queria ter nascido no ano que nasci e apenas estar num outro momento da minha vida, como 2002, por exemplo. Ou se eu queria ter nascido numa época diferente. Muitas vezes imaginei como poderia ser a minha vida se eu tivesse nascido 20 anos antes de 1994, em 1974. Hoje eu teria 39 anos e teria a idade que tenho hoje em 1993. Logo, em 1999 eu seria diferente da foto acima. E onde o Johnny Depp entra nessa história? Bom, ele foi apenas um exemplo. Comparando-me ao Johnny em 1999 eu era uma criança bem pequena quando ele já era adulto. Hoje ambos podemos ser classificados como adultos, mesmo que ele seja 30 anos mais velho do que eu. Mas é isso o que torna o tempo estranho. Não importando o ano em que nascemos nem a distância entre eles, um dia a maioria de nós vai ser a mesma coisa. A criança que você vê hoje é o adulto de amanhã, e se você não for muito velho poderá facilmente igualar-se a ela num futuro próximo.