quinta-feira, 5 de dezembro de 2019
Gota
sábado, 16 de fevereiro de 2019
Coração de Diamante Azul (Blue Diamond Heart)
terça-feira, 19 de setembro de 2017
Exílio
sábado, 30 de agosto de 2014
Sonhos no Papel
Aos 12 anos decidi escrever os sonhos que eu tinha durante a noite, como havia feito aos 9 anos durante os últimos meses de 2003.
Criei então um livro, entitulado Paraíso dos Sonhos e dividi cada sonho em um pequeno capítulo com título próprio.
O primeiro sonho foi escrito em 17 de outubro de 2006 em apenas 5 linhas com o título "Muitas TVs", o que foi a base para os vários seguintes.
Escrevi 90 sonhos no período de um ano, sendo o último escrito em 13 de outubro de 2007, entitulado "Charlie Sheen".
Hoje reli alguns desses contos mágicos e separei os mais longos e interessantes do primeiro caderno de sonhos e também do segundo, que foi entitulado Portal dos Sonhos e seguiu os mesmos caminhos do primeiro. Algumas historias são:
De Paraíso dos Sonhos:
Misturando Tudo
Casa Nova
Guarda-Roupas Mágico
Pequenos Gatinhos: o meu ou o seu?
Morte de Todos
Johnny Johnny Johnny Depp Depp Depp
Acho que eu amo o Freddie
Música do Além
Eu quero ser a filha perdida
Volta às Aulas
De Graça Grátis
Tesouro Escondido
Revivendo um Passado que Nunca Voltará
Um Segredo Guardado Durante 3 Anos
Enlouquecendo, matando gente... Quem sou eu?
Poderia ser pior?
Dando-me as costas
Menina má
Voando no céu?
Quer ser minha amiga?
Ele não me ama
Desventuras em Série
Pesadelos
Sem Dentes
Molhadas
Festa de Halloween
e Charlie Sheen
O outro livro, Portal dos Sonhos foi escrito entre 18 de outubro de 2007 e 1 de outubro de 2008. O título da primeira história foi Amizade é o que Conta, e os contos foram encerrados com a historia número 127: Se ingerir tomar água. .. após 30 minutos. Aqui estão os títulos:
De Portal dos Sonhos:
Amizade é o que Conta
A Mansão da Bruxa
Amanda que vem com perfuminho
Assassinato
Em um Mundo de Sonhos
A Inveja Mata um Inocente
Futura Nova Campeã de Vôlei Feminino
Back to the Future Mania
Super Interessante
Rapto
Nally Endemoninhada
Confusão no Tempo
Minhas Fitas
Um Dia Muito Louco
O Cadáver da Mary-Kate
Perdendo a Hora
Se fosse fácil assim...
Mamãe Assassina
Falta de Memória
Melhor Amiga de uma Fanning
Daniella Cartwright em Scrubs
Uma Nova Amiga
Oi Johnny Depp
O Gato Invisível
Fontes de Energia
Um Garoto de Hollywood
Duas Camas
Eu não vou atrás dele
Cadê a mamãe? Achou!
As muriçocas de Crispin Glover
Todo Mundo tem um Amigo de Louisiana
Heather O'Rourke
Sem ao Menos Dizer "Tchau"
Um Episódio de Bob Esponja Calça Quadrada
O Estranho Armário de Dany
Elijah Wood
Chicken Corn
Como será possível?
Isso não é justo!
Tentando te Encontrar
Minha Culpa, Minha Grande Culpa
Fazenda Amaldiçoada
Meu Terrível Pesadelo
No Orfanato
Meu nome é Judy Flaherty
e Acontece tanta coisa em uma só noite!
Publicarei as histórias mais interessantes a partir de hoje. (:
terça-feira, 23 de julho de 2013
"Luto Secreto"
Há alguns anos descobri algo que me deixou em choque por semanas. Mesmo sendo facilmente classificado como bobagem, o fato de meu personagem favorito desde os 3 anos ter tido 2 dubladores e eu nunca ter notado era, para mim, algo importante e um assunto a ser discutido constantemente.
Como eu nunca percebi? Eu me recusava a notar? Por que sempre foi fácil para mim identificar e diferenciar vozes de dubladores, mas não pude fazer isso com o personagem que eu mais gostava do filme que eu mais gostava?
Bom, talvez eu simplesmente tivesse ignorado o fato devido à esperança ilusória de que meu filme favorito fosse real. Depois que cresci, não havia motivo para não saber quem era o dublador do Woody. Até porque seria bem mais normal ser fã de uma pessoa que de um desenho animado. Mas ao obter a resposta que procurava, deparei-me com algo que jamais imaginei e que só pensei na possibilidade em meus piores pesadelos. Pesadelos aqueles que haviam se concretizado muito antes de eu se quer pensar que poderia acontecer.
Conhecendo os dois dubladores do simbolo da minha infância, não pude evitar de ter uma preferencia, o que foi a causa de minha decisão tardia e muito pensada sobre nunca mais tocar no assunto. Eu preferi aquele que havia deixado esse mundo. Não foi uma escolha, simplesmente aconteceu.
Depois de conhecer Alexandre Lippiani o máximo que pude, e por máximo eu digo, procurar por ele em quase todos os sites que eu conhecia, e stalkear a filha dele no facebook (nunca vou te perdoar por não ter me aceitado, Julia!), me tornei fã dele. No inicio era uma fã normal cujo o ídolo havia morrido, colecionando fotos e vendo vídeos, tentando lembrar de fatos da própria vida do tempo em que ele ainda habitava a Terra. Ele era alguém que não me conhecia e que não era, de nenhuma forma, próximo à mim (exceto pelas falas totalmente decoradas de Toy Story). Depois de ter algumas revoltas controladas por sua morte prematura, acreditei ter me acostumado totalmente à ideia de que o melhor dublador que meu Woody já teve havia deixado esse mundo para sempre (sem querer menosprezar o trabalho do Marco Ribeiro, que ficou tão perfeito que eu nunca diferenciei a voz dele da do Alexandre, obrigada Marco). Não fosse o meu querido Facebook e as páginas sobre dublagem que eu curto, minha aceitação teria sido eterna.
Encontrar fotos do Alexandre Lippiani na internet foi o trabalho de pesquisa mais árduo que eu já tive de fazer, logo, encontrar fotos dele na internet por acaso, isto é, sem estar procurando, era, no mínimo, impossível! Por isso me espantei ao vê-lo na minha timeline. Fiquei feliz, alegre e satisfeita, pois reclamava constantemente de que as pessoas não lembravam dele. Li os comentários, alguns de pessoas que o conheceram, e passei a considerá-lo ainda mais, mas nada foi como no dia em que Guilherme Briggs escreveu sobre ele.
O que li foi tão tão inesperado que não pude conter as lágrimas. Por muito tempo senti vontade de perguntar para o Guilherme se os dois eram amigos, ou pelo menos um pouco próximos, mas nunca achei que ele fosse responder. Nem foi preciso, a resposta acabou vindo até mim duas vezes. Na segunda ao vivo. Ele falou do Alexandre na minha frente, enquanto eu segurava a câmera com as mãos trêmulas e tentava não chorar e acabar estragando tudo.
Pelo contato relativamente próximo que tive/tenho com conhecidos dele, percebi que a tragédia de tê-lo perdido, por mais horrível e inaceitável que fosse não dizia respeito a mim de nenhuma maneira. Woody ficou órfão de dublador por 2 anos, mas eu era só a garotinha que alugava a mesma fita de vídeo todos os finais de semana. Então, por que chorar? Por que me importar? Por que sentir? Não havia lógica alguma.
Minha decisão de não falar sobre ele havia sido tomada meses antes, mas eu precisava fazer algo mais profundo, precisava esquecê-lo completamente. Uma tarefa nada fácil considerando as toneladas de páginas escritas sobre ele nos meus cadernos e diários. Eu precisava me livrar de pelo menos uma parte das milhares de coisas que havia escrito. Decidi deletar alguns dos comentários que fiz nas mídias sociais e, ao abrir meu querido Facebook para concretizar meu triste plano, encontrei... uma foto dele na primeira página! Foi o suficiente para me fazer mudar de ideia. Não que eu tenha interpretado tudo como uma espécie de aviso (inclusive a música Don't You Forget About Me (Não Se Esqueça de Mim) ao fundo), tomei apenas uma decisão menos "brutal". "Mantenha seu luto em segredo, não conte nada a ninguém, não peça ajuda nem que doa demais, um dia vai passar", e foi o que fiz. Nenhuma palavra sobre ele será arrancada de mim, nem com muita insistência a não ser que eu resolva falar. Apenas saiba que eu ainda me importo, sempre vou me importar, de uma maneira ou de outra. Alexandre Lippiani é, e sempre será, o dublador do Woody no meu país, meu ator brasileiro preferido, alguém que passou brevemente pela minha vida e fez minha infância feliz.
"Então brinque direito!"
sábado, 30 de março de 2013
Mais complicado do que parece
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Uma história de uma história... (redação de 2007)
A mocinha ficou super hiper ultra mega triste, nem queria viver mais. Então resolveu ir embora daquele lugar. Ela foi tentar se adaptar na cidade grande. Por mais que ela tentasse conseguir algum emprego ela falhava sempre e sempre. Até que ela cansou e tomou um outro rumo. Ela saiu do estado e foi para um vizinho, onde conseguiu um ótimo emprego de empregada para se sustentar.
Na casa onde a moça trabalhava havia um rapaz bem bonito. Eles se apaixonaram e se casaram. Tiveram dois lindos filhos, uma menina e um menino. O menino sempre tirava boas notas na escola, ao contrário da menina que sempre era reprovada.
Nossa história segue com o menino que se formou e se tornou um professor de universidade. Se apaixonou por uma de suas alunas, se casaram e tiveram uma filha. Que por sua vez virou uma bailarina famosa. Se apaixonou por um mágico de circo, casaram, tiveram um filho. Ele cresceu e ficou mendigando pelas ruas até chegar numa pequena cidadezinha. Onde encontrou o amor de sua vida. Casaram e tiveram três filhos, uma menina e dois meninos.
Continuamos com o filho do meio, em suas voltas ele virou o presidente dos Estados Unidos Abraham Lincoln.
10 de dezembro de 2012
Só tenho a dizer: KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK' e mais nada!
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Uma morte, um sonho, um sorriso
Embora ainda me questione sobre o porque eu devia me importar, outra parte de mim diz: "Isso é, de certa forma, lindo". Ainda que alguém tenha morrido há tanto tempo e quase ninguém lembre ou se importe, eu lembro, eu me importo, eu faço de conta que teve a ver comigo. Mas não teve.
Embora eu sonhe inúmeras vezes que esses meros fatos triviais signifiquem algo maior, lá dentro eu sei: "É tudo fruto da imaginação".
Talvez eu sonhe com o dia que alguém diga: "Você teve a ver com ele, você tem motivos, você pode se importar", não me incomodaria se mentissem assim para mim. "Uma mentira, um sorriso, uma verdade, uma lágrima". Uma lágrima que eu não tenho o direito de deixar rolar.
Pseudo-crônica
21 pessoas na sala, 23 comigo e o professor. 22 de mais de 60 alunos. Mais da metade da sala faltou.
Passado o temido Enem, não sou mais obrigada a vir à escola, então por que estou aqui? Estou praticamente sozinha, já que os 21 não se enquadram no grupo que eu poderia chamar de "amigos", são meros colegas de classe, talvez menos que isso, não ligam para o fato de eu estar aqui. Então por que vim? Para escrever uma pseudo-crônica sobre o porque vim para a escola? Eu poderia estar dormindo. Poderia estar vendo TV ou navegando na internet. Aqui não faço nada. Não faço nada? Mas o que estou fazendo agora? Com certeza, se estivesse em casa às 7:54 da manhã não estaria escrevendo. Nem às 7, nem à qualquer outra hora.
Por algum motivo, a escola me inspira a escrever, mesmo com muitas vozes sem sentido ecoando pelo espaço onde me encontro. Mesmo achando que entre esses 21 rostos alguém está pensando "O que ela está fazendo?". Não me importo. Ficarei até o fim, ainda se os 21 e mais alguns forem embora antes do tempo.
O "Móbile Fantasma"
Acordei assustada com um barulho de bater de asas. A princípio pensei que fossem as cortinas da janela balançando com o vento, mas ao olhar percebi que elas permaneciam totalmente paradas. Olhei para o ventilador, que estava fraco. De repente pulei da cama ao ver o que agora descrevo como "móbile fantasma". Algumas bolinhas transparentes e outras formas giravam pelo ar juntas no que parecia ser o formato de um guarda-chuva. Olhei para cima para ver se estava sendo segurado por alguma corda e raciocinei rapidamente que aquilo não poderia estar no meu quarto. Um pensamento súbito de "Por quê minha mãe colocou isso aí?" passou pela minha cabeça. Mas o "móbile" era transparente. "Não pode ser real, vou morrer?" pensei.
Já me disseram que você vê estrelas pouco antes da morte. Aquilo não era estrelas, mas eu não podia deixar de classificar como um sinal do além vindo me buscar. Quando comecei a realmente ter medo o tal "móbile" simplesmente desapareceu. Saí do quarto quase em pânico e fui até a janela da cozinha sem nenhum motivo aparente. A luz do sol já brilhava lá fora e algumas pessoas já encontravam-se dispostas. Vi movimento na sala, mas não fui olhar o que poderia ser. Resolvi acreditar que a janela estava aberta e o vento batia em alguma coberta que poderia estar no sofá. Não me darei ao trabalho de confirmar se estou certa.
Assim que vi meus pais se mexerem no quarto deles, fui contar o que tinha acontecido. Como se esperava, minha mãe não acreditou e meu pai disse que era Jesus me protegendo. Assim espero.
